Como se desenvolveu o BIM pelo mundo?

Atualizado: 19 de Mar de 2019



Países como Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Estados Unidos da América já exigem o uso do BIM em projetos custeados pelo governo. No Brasil, já existem incentivos por parte de alguns órgãos como, por exemplo, o Exército Brasileiro, o governo estadual de Santa Catarina, o BNDES, a caixa econômica federal, etc.


O desenvolvimento de medidas sobre tecnologias da informação e comunicação (TIC) de processos é uma área fundamental para inovação na União Européia. Isso se dá pela possibilidade de otimizar o setor construtivo, reduzir perdas e diminuir o consumo de energia. Dessa forma, a modelagem de informação da construção tem sido cada vez mais usada pelos membros da UE como um facilitador do processo, aliado à rapidez, economia e sustentabilidade (KASSEM; AMORIM, 2015).


BIM - Contexto Brasileiro


O Brasil vem desenvolvendo medidas para regular, capacitar e difundir o BIM nacionalmente.

Isso inclui protocolos BIM, especificações de novos profissionais e, juntamente com o SENAI, o desenvolvimento de programas de capacitação. Procura-se desenvolver diretrizes para o aprendizado BIM a nível superior federal e treinamento profissional (KASSEM; AMORIM, 2015).

Apesar de o BIM estar se desenvolvendo bem, existe ainda um agravante nacional quanto à interoperabilidade. Os processos de formação de preços e de contratação são, majoritariamente, baseados em licitação por menor preço, o que cria uma lacuna entre projeto e execução, indo na contramão do que propõe o processo BIM.


Diferentemente do Brasil, em países mais desenvolvidos, o conceito do Integrated Project Delivery (IPD) é realidade e resulta em empreendimentos com mais qualidade, eficácia e colaboração entre projetistas, construtores, governo e partes interessadas (KASSEM; AMORIM, 2015).


Visando esse desenvolvimento no país, foi criado o Projeto de Apoio aos diálogos Setoriais UE-Brasil, com o objetivo de contribuir na parceria estratégica entre o Brasil e a União Européia através do intercâmbio de conhecimento técnico. O projeto é coordenado pelo MPOG e pela DELBRA. O estudo tem como objetivo selecionar dois peritos sênios, um do Brasil e um da Europa, para avaliar o nível que se encontra o BIM nos países envolvidos em termos públicos e privados, visando a colaboração mútua de ambas as partes no desenvolvimento BIM (MANZIONE, 2015).


Os consultores escolhidos pelo Projeto de Apoio aos diálogos Setoriais UE-Brasil quanto ao desenvolvimento do BIM sugeriram a abordagem em estágios da tabela 1 para tornar o BIM mandatório em programas financiados pelo Governo Federal.


Tabela 1 – Abordagem BIM sugerida pelos autores do Projeto de Apoio aos diálogos setoriais União - Européia - Brasil.



BIM - Contexto Inglês