Proposta de valor do BIM (Building Information Modeling) para o setor público: Teresina 2030


O BIM (Building Information Modeling) - Modelagem da informação da construção - está mudando a forma de fazer projetos de arquitetura e engenharia. O planejamento torna-se mais eficiente refletindo-se em ganhos para clientes e todo o ecossistema envolvido diminuindo atrasos, erros de projeto, retrabalho e redução os custos de manutenção das obras.


Governos de diversos países do mundo têm adotado a plataforma BIM em diferentes graus de maturidade. Alguns já adotaram BIM Mandates como Noruega e Áustria, Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Hong Kong, Dubai e Singapura. Outros países já estabeleceram a implantação de BIM Mandates como Escócia, França e Catar. Na América Latina países como o México, Perú e Chile possuem programas de adoção. Além destes, Canadá, Portugal, Espanha, Holanda, China e Japão já possuem programas BIM planejados e em andamento e no último nível temos países se planejando para a adoção do BIM como Suiça, Bélgica, Itália, República Checa, Nova Zelândia e Brasil.


Neste cenário de forte adoção desta nova forma de projetar e construir podemos notar que algo de valor foi notado na plataforma BIM que gerou valor para estes governos: a otimização de processos, redução de custos e o desenvolvendo de modelos 3D para identificar problemas antes da execução entregando projetos no prazo e dentro do orçamento.


Dados da renomada empresa de consultoria Accenture (Stanford CIFE study on global productivity) nos apresenta a indústria da construção como uma das mais atrasadas em relação à produtividade ficando muito abaixo de indústrias como manufatura, logística e transporte, etc.


A Mckinsey Global Institute – Reinventing Constution (Feb 2017) avalia a indústria da construção como uma das indústrias com menor grau de digitalização e produtividade ficando abaixo da maioria das indústrias como Mineração, química, utilities, óleo e gás e manufatura.


Segundo o BCG (Boston Consultiong Group) , até 2025, a digitalização em grande escala levará a economia de custo global de 13% a 21% nas fases de projeto, engenharia e construção e 10% fazem 17% na fase de operações. O valor do mercado global de construção para 2022 está estimado em 12,7 trilhões de dólares (Orbisresearch.com.). Se consideramos uma economia média de 15% teremos teríamos uma redução quase 02 trilhões de dólares com a digitalização de processos na área da construção.


No Brasil, o decreto federal nº 9.377 assinado em 2018 pelo governo federal estabelece metas e prazos para implementação do BIM e recomenda que todos os órgãos públicos utilizem a tecnologia BIM a partir de 2021.


O setor público, por ser um dos maiores contratantes poderá atuar e se beneficiar da adoção do BIM em três principais áreas:


· Como contratante de obras públicas e infraestrutura para melhor gestão de obras, redução de custo e de aditivos e redução de problemas não previstos.

· Como entidade que irá gerir os ativos físicos contratados e construídos utilizando a metodologia BIM nas fases e operação e manutenção.

· Como responsável por implementar políticas públicas na elaboração de legislações, políticas, regulamentos ou normas para melhorar o desempenho do setor da construção no país.


As empresas privadas que já exploraram o processo e as tecnologias digitais compreendem as vantagens do BIM. Estas vantagens incluem uma melhor coordenação e a produção mais rápida de informações precisas e confiáveis para melhorar a tomada de decisões e a qualidade dos resultados.


Recentemente, com o apoio da Bentley Systems Brasil, concluímos a primeira etapa de implementação do BIM na Prefeitura de Teresina, através do fornecimento de softwares serviços de capacitação e consultoria ao NUBIM (Núcleo BIM da Secretaria de Planejamento) que entregou um projeto de uma escola municipal de Ensino Fundamental em tempo integral para a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC).



“Eu acho importante a inovação da concepção de novos prédios para os nossos alunos da rede municipal de ensino. São prédios ecologicamente bem adaptados, com conforto ambiental e funcional, deixando o ambiente mais agradável. A escola vai trabalhar com energia solar e reaproveitamento de água e isso faz parte do currículo dos alunos, em saber que estamos adaptados ao respeito ao meio ambiente. Só tenho a agradecer a todos que desenvolveram o projeto e tenho a certeza que estamos mudando o padrão para muito melhor

Destacou Kleber Montezuma, secretário municipal de Educação.


O projeto já foi entregue oficialmente à Secretaria Municipal de Educação.

“Será a primeira escola municipal em pavimentos, que possibilita a construção em terrenos menores e com melhor aproveitamento. É o primeiro projeto desenvolvido com o BIM na Prefeitura que marca uma nova forma de elaboração dos projetos, que é feita em conjunto em uma única plataforma. Temos a previsão de economizar tempo e custo na realização da obra, e confirmaremos isso com a execução final do projeto

Disse Virginia Moura, Líder do Núcleo BIM na SEMPLAN.


“Recebemos o pedido da SEMEC para a criação de um novo projeto para escolas municipais. A SEMPLAN acatou o pedido e buscamos implementar no projeto as melhorias estruturais que irão impactar positivamente no aprendizado e na qualidade da educação”

Concluiu o secretário municipal de Planejamento, José João Braga.


No setor público, conforme podemos ver acima, est