Minha experiência no International Master BIM Manager e outras BIMexperiences, por: Artur Bessoni.

Atualizado: 23 de Mar de 2019


A primeira vez que ouvi falar sobre BIM foi em 2013, quando um colega veio me apresentar o “BIM para projetos hidrossanitários”. Era o Revit MEP na parada. (Olha como eu estava atrasado, leitor. O Revit surgiu em 2000). Estava cursando a disciplina de Instalações Hidráulicas Prediais e achei aquilo fantástico. Modelar tridimensionalmente e analisar as tubulações em uma ambiente que produzia desenhos automáticos. Aquilo era "mesmo que queijo" * (comentário da editora: não faço ideia do que isso quer dizer, mas suponho que ele quis dizer “Mara”).

Comecei então a usar o Revit Architecture para auxiliar meu tio, engenheiro da família, na modelagem de alguns de seus projetos. Tudo era experimental e eu comecei a gostar do negócio. Foi então quando fui contemplado com uma bolsa para estudar nos EUA. Long Short Story, no país pioneiro em Modelagem de Informação da Construção, procurei todas as disciplinas da Universidade que tivessem alguma relação com BIM.


De início, não pude cursar nenhuma devido aos pré-requisitos, mas não desisti. No verão, entrei em contato com vários pesquisadores da área e consegui a honra de ter a professora Burcu Akinci como minha orientadora em uma pesquisa de verão na Carnegie Mellon University. Foi um período fantástico, onde trabalhei no laboratório da IBM na CMU. Fiquei encantado com tanta tecnologia.


Após o verão de 2014, voltei para a ASU para dar início ao meu segundo semestre. Foi então que conheci o Steven Ayer, grande professor da Arizona State University na qual tive a oportunidade de aprimorar os meus conhecimentos em Revit, Navisworks, Solibri, processos e tecnologias BIM.


Lembro que alguns colegas americanos reclamavam que a disciplina Construction Project Managementdeveria ser renomeada para “BIM, that’s it!”. Estudamos, por 1 semestre, BIM, Lean Construction e LEED. Afinal, quer algo melhor para uma disciplina de gerenciamento de projetos de construção? Foi lá onde fiz meu primeiro BIM Execution Plan - BEP.


Foi então que achei minha paixão! BIM seria uma forma de melhorar os processos, criar uma construção mais sustentável e trazer lucros maiores para os construtores. Como eu sempre quis ter a minh própria construtora e amava otimização, ali estava a solução de parte dos meus problemas. Virei um “BIM-Addicted”.


A minha experiência nos EUA foi só o começo, e de volta ao Brasil comecei a buscar maneiras de manter o nível de estudo BIM que eu estava acostumado (comparar o Brasil com os EUA nesse aspecto é frustrante). Saí de Modelagem de Informação da Construção para o desenho à mão na disciplina Concreto I. Vocês devem imaginar a angústia e frustração que fiquei. Não adiantava reclamar, confiei na grade curricular do meu curso e concluí os meus estudos (sempre sabendo que existia uma forma melhor de se fazer aquilo) – “IMHO”.


Foi ai que conheci o Alan Araújo, que me abriu as portas na ProjetoACG. Veio então o Autodesk University Brasil, CONBIM, BIM Internacional, Conferência em São Paulo e Lisboa, enfim, uma coisa puxou a outra. O Alan foi um dos impulsionadores da minha carreira e sou muito grato a ele.


Apesar de tanto envolvimento com o famoso BIM – que minha mãe não entendia nem o que era e sempre achava que eu estava estudando algo que não existe – eu senti que precisava de mais capacitação. Afinal, era um BIM-workaholic, né?


Foi aí que entre diversas pesquisas sobre especialização e mestrados em BIM descobri a Zigurat Global Institute of Technology. Não pensei duas vezes após conhecer o conteúdo e os professores envolvidos no International Master BIM Manager. Me matriculei e no início de 2016 já estava super empolgado com tanto conteúdo.


Como ainda estava no último período da graduação, o curso online me deu a oportunidade de estudar nos intervalos das aulas. Eu só precisava de dedicação e disciplina. Mas isso não era problema se tratando de um conteúdo que até a minha namorada tem ciúmes (hahahah estou errado, Laysa Nóbrega?). Afinal, eu só falo de BIM o tempo todo.


Muitas pessoas me perguntavam o que o curso abordava, se valia a pena, quais as limitações e pré-requisitos, etc. Por isso, resolvi escrever um pouco sobre a minha experiência rumo à formação de BIM Manager.


Em resumo, o Master BIM Manager, em língua Portuguesa, visa a aquisição de competências BIM de coordenação, interoperabilidade, de implementação e gestão de todos os processos BIM. O único pré-requisito é que no final do curso (que dura 18 meses) você já esteja com seu diploma de graduação em mãos. Simples, né?


- E quais as características do curso?


O curso é feito 100% online, só assim podemos experimentar realmente uma experiência de trabalho colaborativo com profissionais de qualquer lugar do mundo. Para isso, usamos ferramentas de comunicação e gestão de projetos como Podio, Revit Server, Moodle, entre outras.


Nos trabalhos colaborativos que pude participar estavam presentes engenheiros e arquitetos de todos os lugares do Brasil e também de outros países. Mesmo não tendo a oportunidade de conhecê-los pessoalmente, aprendemos a trabalhar de forma integrada.


- Existem aspectos negativos em trabalhar exclusivamente online?


Claro, sempre existem dificuldades. Mas nada que uma equipe comprometida e unificada não resolva. É necessário uma mudança de mentalidade!