Como (e porque) comecei a trabalhar com BIM

Atualizado: 24 de Mar de 2019



Entediado? Frustrado? Preso em uma rotina? O seu trabalho parece não ter sentido? Sente que seu potencial está sendo subutilizado? Sabe que pode causar um impacto muito maior no mundo? 


Eu imagino que todas as pessoas do mundo passaram por isso. E se pegaram imaginando: Como seria se eu gostasse realmente desse tempo que trabalho (ou estudo), fazendo algo importante e significativo, algo que importa?


Se todas elas não passaram, pelo menos uma pessoa eu garanto à você que passou, no caso eu. Eu passei por isso e você não está sozinho.


Ainda na faculdade, eu fiz vários estágios: escritórios de instalações sanitárias, escritórios de arquitetura, escritórios com foco em estruturas... E no final do dia a sensação era exatamente a mesma: letargia.


letargia substantivo femininopsicop estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir.p.ext. incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.


Ou segundo a versão da Wikipedia (amo de paixão),

letargia é caracterizada por um estado de inércia absoluta onde a pessoa tudo percebe e compreende, mas se encontra totalmente impossibilitada de reagir de qualquer forma.


Quando pensava no que tinha feito durante o meu dia parecia que a soma de todas as linhas desenhadas (sim, muito AutoCAD), todos os pré-dimensionamentos e todos os dimensionamentos não representavam nada. Era quase que como se tivesse passado o dia todo em um estado  de inconsciência. Não me entendam mal. Eu sempre amei a Engenharia Civil, do começo ao fim. Mas a sensação que eu tinha era de que eu era só mais uma e que meu esforço, sendo ele grande ou pequeno,  não fazia diferença alguma, não causava impacto nenhum. Tinha a consciência de que eu atuava em uma indústria que tinha (e ainda tem) muito o que mudar e evoluir, uma indústria com possibilidades incríveis, mas não me sentia parte dessa mudança.  Meio deprê né? Pois é... Me sentia assim todos os dias, mas me mantinha em um estado de inércia absoluto.



Até que eu tive um blink, um momento de clareza e lucidez, no qual percebi que era a minha vida que eu estava procrastinando. Era o meu tempo que eu estava desperdiçando. Eu estava roubando de mim mesma, passando pela minha vida sem me engajar com ela. Eu estava vivendo sem consciência, sem paixão, sem viver de fato... Nesse momento, eu julgo ter sido meu "awakening", eu tomei a decisão de procurar minha paixão dentro da Engenharia Civil. E como eu fiz isso? Estudando, pesquisando, explorando... Sabia que engenharia civil me encantava, sabia também que trabalhar no formato em que eu trabalhava não era o que eu procurava... Me permiti fazer um estágio em execução de obras (e gostei muito! A possibilidade de você ver aquilo que você planejou, tomando forma no mundo real, vendo a felicidade estampada no rosto das pessoas quando elas entravam naquele apartamento é singular)... Investi em diversos cursos. Todo trabalho que me era dado na faculdade, eu via como uma oportunidade de me auto explorar. E não foi fácil. Críticas externas sempre houveram: "Nossa por que você faz tudo isso?", cansaço, poucas horas de sono...