Projeto Quantum Autodesk: o futuro do BIM?

Atualizado: 19 de Mar de 2019

Nós já sabemos que o BIM é o futuro (em alguns lugares, o presente). Mas você sabe qual o futuro do BIM? Como essa metodologia irá se desenvolver e evoluir? Já podemos ter uma ideia do ponto de vista da Autodesk quanto a isso.

Se você nunca ouvir falar no Quantum, está na hora de começar a ficar de olho nessa novidade que promete acabar com muitos problemas do fluxo de trabalho BIM atual. No vídeo a seguir, Fábio Sato falou um pouco com a gente e resumiu o que é esse novo ecossistema que está sendo desenvolvido.



Se interessou? Agora fique com uma entrevista que revela detalhes sobre o projeto feita pela AEC Magazine com o arquiteto chefe de software da Autodesk, Jim Awe.



Em uma entrevista exclusiva, Martyn Day conversou sobre a visão da Autodesk sobre a próxima geração de ferramentas BIM com o arquiteto de softwares chefe Jim Awe.


Em 2017, o Revit completou 17 anos de existência, mas suas raízes estão aí há muito mais tempo, fazem parte de um sistema mais antigo chamado Sonata. Isso faz com que o programa seja considerado como “experiente” demais para alguns, que alegam que a maior parte do seu código tenha uma vida útil limitada, chegam a falar em 10 anos. O outro lado é que o Revit contempla uma linhagem bastante respeitada.


Tendo isso em vista, era de se esperar que a Autodesk vinha trabalhando em algum sucessor, talvez baseado na nuvem (alinhando com a visão da empresa), e ela deixou isso no ar uma série de vezes.


Em 2012, com a chegada do Fusion, a Autodesk inovou no setor de design de produtos para o mercado industrial. A solução veio com uma nova interface gráfica para o usuário, além de ser baseado na nuvem, um novo e poderoso sistema para solução de condições de contorno e, como uma das características mais marcantes, a independência da plataforma utilizada – uma curva brusca do que vinha apresentando, quando focava nos softwares baseados no Windows. Nesse momento a empresa visava substituir o Inventor e virar uma ameaça real para o líder de mercado SolidWorks, que era uma empresa que já dava sinais de que iria aparecer com uma solução à frente do mercado.


Quando as empresas lançam uma nova geração de softwares, elas geralmente podem começar de dois jeitos. Um é começar do zero, esquecer a retrocompatibilidade (junto com velhas metodologias e restrições), visando o benefício para o fornecedor de se libertar das versões anteriores e já começar implantando tecnologia de ponta por meio de aplicações e processos. Nesse caso, quem já vinha usando versões anteriores pode sair prejudicado.

A segunda opção é trabalhar todo o código por trás mas não mexer na “essência” (no frontend) do software. Essa maneira é arriscada por ter que adaptar as entranhas sem “bugar” o aplicativo.


Nesse desafi